Apocalipse 21.6 – “Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida”.
Todos nós temos sede de significado. Todos nós somos carentes de identidade pessoal. O pecado nos tornou criaturas sem sentido efetivo. Para experimentarmos algum valor, é preciso buscar verdadeiramente em Deus, que tem a capacidade de mudar a nossa vida e de nos conceder dignidade e razão de viver.
Buscamos, na maioria das vezes, no dinheiro, nos títulos, nos diplomas e em tantas outras situações algum aditivo que tente suprir a ausência de significação pessoal. Usamos as roupas de grifes, joias e outros utensílios como apêndices para nos dar certo significado diante da nossa carência real. Somos uma espécie de indigente emocional, necessitando de reconhecimento.
O mundo moderno tem se tornado escravo do materialismo e do desejo de sucesso, tudo isso para encontrar significado na vida e razão de viver. Aquele que quer se destacar acima de todos sofre de um vazio interior intolerável.
A pessoa sem familiaridade com Deus é sedenta de identidade eterna. Talvez por isso o salmista busque com tanta intensidade a intimidade e o cuidado de Deus: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água”. (Salmos 63.1).
Há um deserto emocional numa vida sem comunhão com Deus. A seda da alma deixa a pessoa ansiando por aceitação a todo custo. Não há nada mais árido do que a alma com imensa sede deste significado eterno e sem chance de saciá-la. Uma pessoa que se aparenta satisfeita com aquilo que não a agrada eternamente é alguém triste, é alguém que vegeta sem sentido, é alguém cheio de desejos por conquistar algo que preencha a sua carência interior.
A falta de valor permanente neste mundo torna o sujeito carente. O vazio existencial sufoca o homem sem Deus, levando-o a um desespero insuportável. Nada que não seja eterno pode matar a sede da alma sedenta por afeto e amor. Por isso, o Senhor Jesus foi taxativo ao afirmar: “mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4.14). Só Cristo pode saciar a secura da alma sedenta de sentido.
Ninguém, humanamente falando, poderá satisfazer a ansiedade da nossa alma, tornando a nossa vida cheia de satisfação e alegria de viver. A sequidão do nosso ser é de proporções eternas e só a eternidade poderá preencher o vazio existencial do nosso coração, nos levando a uma vida plenamente satisfeita de significado.
Quando o Senhor entra em nossa vida, todos os espaços vazios são preenchidos. Deus é suficiente em tudo que vamos realizar. Talvez até este momento você tenha tentado encontrar significado em muitas coisas da vida; contudo, eu te afirmo: Só Deus pode nos satisfazer plenamente e nos oferecer significado para viver.