Mateus 28:19-20 – “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.
Todo cristão capaz de discernir o Evangelho se sente chamado para fazer discípulos. A propagação do Evangelho foi entregue não a uns poucos, mas a todos os discípulos do Senhor Jesus, segundo a medida da graça que a ele foi confiada pelo Espírito Santo, cada discípulo tem a obrigação de ministrar em seu tempo e geração.
O centro do texto de Mateus 28 é: “Fazei discípulos”. O foco de Jesus não é apenas ir, nem apenas pregar, mas formar discípulos. A missão da Igreja não se resume às conversões momentâneas, mas a vidas moldadas à semelhança de Cristo.
Fazer discípulos é um chamado contínuo, não um evento, um curso, um programa, mas um estilo de vida que adotamos mediante a nossa intimidade e relacionamento com Deus. Precisamos entender o discipulado não como uma atividade, mas como um processo que envolve a conversão, a caminhada e a maturidade cristã.
Em Efésios 4.13 está escrito: “Até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”.
O discipulado tem como objetivo o nosso crescimento espiritual. Ao andarmos com o Senhor, nós não podemos permanecer com os mesmos hábitos e costumes, é necessária uma mudança radical que revele o nosso encontro com o Senhor e a mudança da nossa identidade.
Fazer discípulos envolve cruzar fronteiras geográficas, superar barreiras culturais e alcançar todas as esferas da sociedade. A igreja que não discipula além de si mesma corre o risco de se tornar autorreferente.
O nosso desafio é fazer discípulos que produzam relacionamentos sinceros com o Deus Trino, que professem uma vida pública de fé e que tenham um compromisso verdadeiro com o corpo de Cristo. O discípulo testemunha onde estiver sem palavras, pois a sua vida se torna uma referência da pessoa e do caráter de Cristo.
O verdadeiro discípulo não apenas sabe o que Jesus disse, ele vive o que Ele ordenou. Precisamos entender que a presença de Cristo sustenta o discipulado. A referência que temos não vem de conhecimentos aplicados pelos homens, mas da influência exercida pelo Espírito Santo em nosso viver.
A nossa missão é fazer discípulos e isso não depende apenas da capacidade humana, é sustentado pela presença constante de Cristo em nós. A igreja cresce de forma saudável quando transforma crentes em discípulos e discípulos em discipuladores.
A missão é clara. O método é relacional. O alvo é a maturidade espiritual e a força vem da presença de Cristo.