1 João 4.7-8 – “Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.
Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento da lei de Deus, Jesus citou o shema que se encontra em Deuteronômio 6.4-5: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças”. E prossegue dizendo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse era o credo de Jesus. O amor não é apenas a síntese da lei, mas também o maior mandamento da lei. No amor se cumprem a lei e os profetas. O amor a Deus e o amor a pessoas não podem ser separados.
Jesus sabia o que é conviver com as outras pessoas. Por três anos andou com o mesmo grupo. Em todos os lugares e a toda hora via a mesma dúzia ou pouco mais de faces, na mesa, na fogueira noturna, o tempo todo.
Imagine só. Jesus podia ouvir os pensamentos que eles não expressavam verbalmente. Sabia de suas dúvidas mais íntimas; e não só isso, sabia de suas dúvidas futuras. O que você acha de saber todos os erros que seus entes queridos, que as pessoas que estão no dia a dia com você cometeram e todas as faltas que ainda não cometeram? O que você acha de saber o que pensam a respeito de você, toda irritação, tudo o que não lhes agrada, toda traição presente no coração e na mente?
Foi duro para Jesus amar a Pedro, sabendo que Pedro num momento lançaria maldições contra ele? Foi duro confiar em Tomé, sabendo que um dia duvidaria da sua ressurreição? Como Jesus resistiu ao impulso de recrutar um novo grupo de seguidores? João queria destruir o inimigo. Pedro mutilou a orelha de outro. Poucos dias antes da morte de Jesus, seus discípulos discutiam qual deles era o melhor. Como pôde Ele amar pessoas tão difíceis de serem agradáveis?
Poucas situações estimulam tanto o pânico como se sentir aprisionado em alguma relação. Uma coisa é conviver com pessoas agradáveis e que só nos trazem alegria, porém algo completamente diferente é ter que conviver com pessoas que sabemos que as reações não são tão agradáveis.
James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, diz acertadamente que não somos o que falamos, somos o que fazemos. O próprio Filho de Deus é categórico em afirmar que somos conhecidos como seus discípulos pelo amor.
De todas as vezes que encontramos Jesus com os joelhos dobrados, nenhuma é mais preciosa do que quando se ajoelhou diante de seus discípulos e levou-lhes os pés.
Foi exatamente antes da Páscoa. Jesus sabia que sua hora de deixar este mundo e ir para o Pai tinha chegado. Tendo amado os seus que estavam no mundo, mostrou-lhes o alcance pleno de seu amor.