Filipenses 3.7-9 – “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé”.
A preocupação de Paulo era levar os Filipenses a uma reflexão da verdadeira atitude de adorar a Deus. Ele desejava que eles parassem de olhar para as suas qualificações carnais e passassem a adorar pelo Espírito de Deus.
Paulo é enfático em insistir que Jesus precisa ser a nossa fonte de prazer e alegria. Ele alerta os Filipenses quanto ao cuidado que deviam ter em colocar-se em total dependência de Deus, evitando os falsos mestres e a vaidade dos títulos e da aparência. Para isso, Paulo apresenta o seu próprio exemplo de judeu e fariseu.
O seu novo nascimento em Cristo o fez perceber o quanto seu “passado glorioso” de nada valia. Esse entendimento era tão profundo para o apóstolo que ele diz: “considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo”.
Paulo confronta a confiança na justiça própria e nos méritos religiosos. Ele apresenta seu “currículo espiritual” apenas para, em seguida, desconstruí-lo à luz da supremacia de Cristo. O texto revela o coração de uma adoração verdadeira, que não se baseia em conquistas humanas, mas na obra redentora de Jesus.
A adoração começa quando reavaliamos nossos valores. “Mas o que para mim era lucro, isso considerei perda por causa de Cristo”. Paulo usa uma linguagem contábil: lucro e perda. Aquilo que antes definia sua identidade, status e segurança espiritual agora é considerado perda. Ele mostra que a ênfase na adoração a Deus não é apenas cantar ou servir, mas reordenar o coração, reconhecendo que Cristo é mais valioso do que qualquer realização pessoal, posição religiosa ou reconhecimento humano.
Tanto Jesus como Paulo contrastaram a verdadeira adoração com o culto judaico ou samaritano, que envolvem sacrifícios e ritos religiosos tradicionais. Em certa ocasião os fariseus e escribas acusaram os discípulos de Jesus de não cumprirem a tradição dos anciãos. Jesus então lhes respondeu citando Isaías 29.13, que menciona que os judeus religiosos ofereciam ao SENHOR culto que não o agradava!
Marcos 7.6-7 nos revela: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”.
Percebe-se, então, que adorar a Deus requer que aquele que se aproxima do SENHOR se guarde de uma vida pecaminosa, indiferente aos seus mandamentos, porquanto sua adoração será sem sentido; será uma falsa adoração, mesmo que os atos sejam completos. Se Deus quer verdadeiros adoradores, ele só se alegrará com aqueles que correspondem às suas exigências.