“Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome.” (João 15.16)
O Senhor nos estimula a darmos bons frutos. Todo cristão deve demonstrar em sua vida o bom testemunho, se considerarmos que está enraizado em Jesus e flui sobre o seu viver o Espírito Santo de Deus, que transforma a alma e tem como resultando o amor, a alegria, a paz, a paciência, a amabilidade, a bondade e a fidelidade.
O texto em destaque revela a origem, o propósito e a permanência do fruto na vida do discípulo. Não é quantidade momentânea, mas transformação duradoura. O que vem de Deus não é passageiro, transitório ou fugaz – permanece!
Jesus começa afirmando que a iniciativa é d`Ele. O discipulado não nasce da escolha humana, mas da graça divina. O chamado é intencional e soberano. O fruto que permanece não nasce de esforço humano, mas de um relacionamento iniciado por Cristo.
É importante observarmos que existe um propósito no chamado de Jesus: “(...) mas eu os escolhi para irem (...)”. A palavra “escolhi” traz a ideia de estabelecer, colocar em posição, comissionar. Jesus não apenas nos escolhe, Ele também nos envia. Isso revela dois movimentos do discípulo: posicionamento – Deus estabelece as diretrizes para a nossa vida – e chamado – o discípulo atende a uma determinação divina.
Como é importante identificarmos que o cristianismo nunca é passivo. Quem foi escolhido é enviado para impactar o mundo. Nós não podemos ficar indiferentes ao que Deus está determinando que seja feito, o desafio é entender que existe uma missão esperando por nós.
Nós precisamos ter o entendimento de que a evidência do discipulado é “darem fruto”. Na teologia de João, fruto é evidência de vida espiritual. O fruto pode incluir o caráter transformado e a prática das boas obras, como nos ensina Efésios 2.10: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos”.
Precisamos entender que o fruto envolve vida, caráter e missão. A marca do verdadeiro fruto é “que permaneça”. Aqui está o ponto central: não basta cumprirmos as nossas tarefas e atribuições, é preciso que tenhamos constância, permanência em nossas atividades e testemunho.
A palavra “permaneça” é muito usada em João e significa continuar, permanecer, durar. Jesus está falando de fruto duradouro, não momentâneo. O fruto que permanece inclui: vidas transformadas, discípulos formados, caráter moldado e impacto eterno.
Por isso Jesus diz em João 15.5: “Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto”.
O segredo do fruto permanente é permanecer em Cristo. A consequência espiritual do fruto que permanece é a oração eficaz. O versículo termina dizendo: “a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome”.
Isso mostra que vida frutífera gera autoridade espiritual na oração. Quem vive alinhado com Cristo pede segundo a vontade de Deus, ora com propósito e vê respostas. Permanecer em Cristo alinha o coração com a vontade de Deus.
João 15.7 deixa clara esta verdade ao afirmar: “Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito”.
A oração eficaz nasce de uma vida alinhada com Cristo. Quando permanecemos, os nossos desejos são moldados, as nossas motivações são purificadas e as nossas orações passam a refletir o coração de Deus. Pessoas frutíferas vivem em relacionamento contínuo com Deus.
A oração atendida não é apenas resultado de uma técnica espiritual, mas de um relacionamento. Jesus mostra que, para quem permanece, ouve a voz de Deus, entende o propósito de Deus e ora segundo a direção de Deus, o Pai concede tudo o que pedirem!