“Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus.” (Colossenses 1.10)
O fruto precisa se manifestar em ações que glorificam a Deus. Não é só caráter, é impacto. A nossa vida precisa se tornar uma referência de doação e serviço a Deus.
Nesse texto, o apóstolo Paulo apresenta o resultado de uma vida alinhada com a vontade de Deus. O versículo mostra que a maturidade espiritual se manifesta em três movimentos: andar, frutificar e crescer.
A ênfase do texto está em uma vida que produz frutos visíveis para Deus. Frutificar é resultado de uma vida que anda dignamente diante de Deus. Paulo começa dizendo: “para que possais andar dignamente diante do Senhor”.
A palavra andar na Bíblia aponta para estilo de vida, conduta diária. Frutificar não é algo ocasional; é consequência de uma vida alinhada com Deus. Isso nos ensina que fruto não nasce de discursos, mas de vida, de exemplo, de testemunho. Fruto não nasce de aparência, mas de caráter transformado. Fruto não nasce de esforço humano isolado, mas de vida em Deus.
Jesus reforça esse princípio em João 15.5, quando afirma: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. Ou seja, a raiz da frutificação é o relacionamento com Cristo.
Frutificar é produzir obras que revelam Deus. Paulo diz: “frutificando em toda boa obra”. Aqui aprendemos que o fruto não é apenas interno – ele se manifesta em ações. Boas obras incluem servir pessoas, ajudar os necessitados, demonstrar amor, viver com integridade e influenciar outros, levando-os a Deus.
As boas obras não são o meio da salvação, mas o resultado de uma vida transformada. Isso também aparece em Efésios 2.10: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.
Portanto, quem foi transformado por Deus naturalmente produz frutos. A frutificação deve ser constante e abrangente. O texto diz “em toda boa obra”. Isso indica que a frutificação não é seletiva ou ocasional, mas abrange todas as áreas da vida, em nossa família, no nosso trabalho, na nossa igreja, na sociedade e em nossos relacionamentos.
Deus não deseja apenas momentos de fruto, mas uma vida frutífera. O fruto precisa aparecer em nossas atitudes, em nossas decisões, em nossas palavras e em nossa influência espiritual.
Frutificar também produz crescimento espiritual. Paulo conecta duas coisas: frutificar em boas obras e crescer no conhecimento de Deus. Isso revela um princípio espiritual importante – quem serve mais, conhece mais a Deus.
Quando colocamos a fé em prática, a nossa fé amadurece, o nosso entendimento cresce e a nossa intimidade com Deus se aprofunda; ou seja, frutificar não apenas abençoa outros, mas também transforma quem frutifica.
Colossenses 1.10 mostra que a vida cristã madura possui três marcas claras: andar dignamente diante de Deus (vida alinhada com o Senhor), frutificar em toda boa obra (vida que abençoa pessoas) e crescer no conhecimento de Deus (vida em constante maturidade).
Infelizmente, nós não temos dimensão de que Deus nos chamou para termos uma vida frutífera, ativa, para sermos cheios de vida e de significado. Viver é poder compartilhar com os outros aquilo que temos, o que se encontra em nosso íntimo, influenciando as pessoas com quem convivemos através das nossas atitudes e comportamentos.
O que vemos é que muitas pessoas, por não observarem esse chamado, acabaram se tornando estéreis, suas vidas não influenciam ninguém; muito pelo contrário, passam pelo mundo sem provocar nenhum tipo de reflexo ou mudança.
A presença de Deus em nossa vida se traduz em nosso comportamento e nos gestos que dão visibilidade a Sua presença em nossas práticas diárias. Compreendemos a nossa vida quando conseguimos enxergar as nossas atitudes e identificamos os frutos que produzimos. Só assim vamos entender que vivemos de fato a partir da ação do Espírito Santo, que nos capacita a demonstrar a Sua atuação em nosso viver.