1 Coríntios 12.31 – “Entretanto, busquem com dedicação os melhores dons. Passo agora a mostrar-lhes um caminho ainda mais excelente”.
Paulo não diz “esperem”, mas “busquem”. Os dons não são opcionais, não são decoração espiritual, são ferramentas para edificação do corpo. Uma igreja que não busca dons, limita o agir de Deus.
O texto fala em “melhores dons” se referindo aos que mais edificam. Paulo não está falando de dons mais “espirituais”, mas mais úteis ao corpo. Os melhores dons são os que constroem pessoas, são os que restauram vidas, são os que fortalecem a fé.
No Reino, grandeza é medida por edificação, não por espetáculo. Os dons existem para servir, não para promover. Os dons não nos colocam acima dos outros, mas a serviço dos outros.
Em 1 Coríntios 12.7 está escrito: “A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum”.
Onde os dons são usados para autopromoção surge divisão, cresce o orgulho e a unção se esvazia. Dom não é troféu, é ferramenta. É triste presenciar tantas pessoas que por falta de conhecimento da verdade de Deus se envaidecem buscando os dons como prêmios pessoais, ostentando o exercício dos dons para humilhar e subjugar os outros.
Paulo admite, sim, uma escala de valores para os dons. Ele acredita que alguns dons são mais relevantes que outros, e nos faz crer que existe uma linha graduada apontando para os melhores dons. O apóstolo admite claramente que há dons que são melhores que outros, e que o amor é a excelência da vida cristã.
Fica claro que os dons obedecem a uma hierarquia, mas não é nada fácil o entendimento dessa verdade. O apóstolo Pedro divide os dons em duas categorias: aqueles que estão vinculados com a palavra e os que promovem o serviço.
Em 1 Pedro 4.11 está escrito: “Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém”.
Não podemos ser negligentes no exercício dos dons. Devemos nos empenhar e nos dedicar para fazer o melhor. A Palavra é clara ao destacar cada qualidade ao exercermos o dom que nos foi dado. É necessário acordarmos para a realidade de que tudo que fizermos na obra de Deus deve ser feito com um único endereço: glorificar a Deus!
Se estivermos com outra intenção em nosso coração é porque o que estamos fazendo é para nós mesmos e o que temos exercido é qualquer outra coisa, menos dom dado pelos Espírito Santo de Deus.
Precisamos ter a consciência de que igreja saudável é igreja ativada. Quando os dons são valorizados o corpo cresce, as pessoas são cuidadas e Cristo é glorificado. Em 1 Pedro 4.10 está escrito: “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas”.