“Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mateus 28.19-20)
O verdadeiro fruto não termina em você, ele se multiplica em outros. Fruto que não se multiplica não cumpre seu propósito. Na natureza, o fruto tem uma função clara de carregar semente e de gerar novas árvores, ou seja: o fruto existe para multiplicação. Se o fruto não gera outros, ele está incompleto; uma árvore que só produz e não multiplica não perpetua vida; da mesma forma, um cristão que não discipula não completa a sua missão.
Em João 15.8 está escrito: “Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto…”. “Muito fruto” inclui multiplicação. Jesus não nos chamou para acumular, mas para multiplicar! A ordem do Senhor foi: “fazei discípulos…”.
Para cumprirmos a ordem do Senhor, é necessário entendermos o que de fato significa ser um discípulo: o discípulo é alguém que aprende, que segue, que se torna semelhante.
Discípulo gera discípulo. Precisamos acordar para a realidade de que o cristianismo não é uma fé de consumo, é uma fé de multiplicação. Multiplicar é transferir vida, não apenas trazer informação. O texto em destaque é claro quando diz: “ensinando-os a obedecer”.
Jesus não falou apenas em ensinar conteúdo, mas também em formar vida. A diferença está aqui: a informação enche a mente; a formação, transforma a vida. Multiplicar é reproduzir Cristo em outras pessoas – este deve ser o nosso principal objetivo e missão.
Em 2Timóteo 2.2 temos: “…transmite a homens fiéis que sejam idôneos para também ensinarem outros”. Esta é a cadeia de multiplicação. Fruto que se multiplica gera discípulos.
Devemos entender a frutificação como uma vida impactando outra vida. Quando esta é a nossa realidade, as pessoas a nossa volta não ficam estagnadas, mas elas crescem espiritualmente e se tornam pessoas frutíferas também, passando a alcançar outros. O fruto maduro sempre se torna semente.
Esta é a grande realidade do Reino de Deus, nunca ficamos estagnados, paralisados, mas somos proativos em nossa missão de formar novas pessoas para a glória de Deus.
Por isso a multiplicação exige intencionalidade: “Ide…”! Multiplicar não acontece por acaso, exige decisão de sair da zona de conforto, investir em pessoas, caminhar junto, discipular com propósito. Quem não intenciona, não multiplica!
A verdade é que nos preocupamos de maneira excessiva em sermos vistos e reconhecidos e esquecemos que a multiplicação é mais importante do que o reconhecimento. No Reino, não importa quantos te seguem, importa quantos você forma.
Jesus não deixou multidões estruturadas, Ele deixou discípulos formados. Sucesso no Reino não é visibilidade, é multiplicação. A verdade é que multiplicação é a prova de maturidade espiritual.
O texto de Mateus 28 nos mostra que nós fomos alcançados para alcançar, que nós fomos ensinados para ensinar e que nós fomos transformados para transformar. Este deve ser o ciclo: receber, crescer, frutificar e multiplicar.
Precisamos acordar para a realidade de que o fruto verdadeiro não termina em nós – começa em nós! Quem realmente frutifica não acumula, multiplica. Discípulos não são apenas formados, são reproduzidos. O fruto maduro sempre carrega sementes. Se o seu fruto não alcança outros, ele ainda não amadureceu.
É necessário refletirmos sobre quem está sendo impactado com a nossa vida. Será que estamos apenas recebendo ou será que também estamos multiplicando? Existe alguém que estou discipulando intencionalmente?
Encerramos esta série com o entendimento de que frutificar é produzir; multiplicar é perpetuar, e Deus nos chamou para irmos e fazermos discípulos!