Efésios 1.19-23 – “E a incomparável grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, conforme a atuação da sua poderosa força. Esse poder ele exerceu em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e fazendo-o assentar-se à sua direita, nas regiões celestiais, muito acima de todo governo e autoridade, poder e domínio, e de todo nome que se possa mencionar, não apenas nesta era, mas também na que há de vir. Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância”.
Autoridade é um poder delegado para o cumprimento de uma missão. Ela nunca existe sem propósito. Em toda a Escritura aprendemos que nenhuma autoridade é fruto do acaso, pois Deus, em sua soberania, estabelece cada uma delas para promover ordem, justiça e o cumprimento dos seus propósitos (Romanos 13.1).
Podemos compreender autoridade como o direito e a capacidade de governar, orientar, estabelecer princípios, exigir responsabilidade e conduzir pessoas. Em todas as áreas da vida percebemos a necessidade de uma referência de autoridade. No lar, os pais exercem essa responsabilidade sobre os filhos; na escola, a direção conduz o ambiente de ensino; na sociedade, as autoridades civis são chamadas a promover a ordem; e, na igreja, Deus estabelece líderes para cuidar do seu povo com amor, zelo e fidelidade à sua Palavra.
Quando a autoridade é respeitada e exercida segundo os princípios de Deus, ela produz segurança, direção e crescimento. Quando é desprezada, instalam-se a desordem, a insegurança e a confusão. Deus não é um Deus de caos, mas de ordem. Por isso, toda autoridade legítima deve refletir o Seu caráter e servir ao bem daqueles que estão sob seus cuidados.
Esse princípio também pode ser observado em diversas áreas da vida. O metro é a referência para medir distâncias; a balança estabelece o peso; o relógio determina o tempo. Em todas essas situações existe um padrão confiável que orienta nossas decisões. Da mesma forma, a autoridade de Deus é o padrão absoluto para nossa fé, nossos valores e nossas escolhas. Quando abandonamos esse referencial, perdemos o rumo e nos tornamos vulneráveis às opiniões e circunstâncias do momento.
Entretanto, a maior revelação do texto de Efésios não está simplesmente na existência da autoridade, mas em quem a possui. O apóstolo Paulo declara que Deus ressuscitou Cristo dentre os mortos, colocou-o à Sua direita e O exaltou acima de todo governo, autoridade, poder e domínio. Não existe força espiritual, poder humano ou circunstância da história que esteja acima do senhorio de Jesus Cristo. Toda autoridade encontra n’Ele o seu limite e sua prestação de contas.
Além disso, Deus colocou todas as coisas debaixo dos pés de Cristo e Oconstituiu cabeça da Igreja. Isso significa que o povo de Deus não está entregue ao acaso nem governado pelas circunstâncias. A Igreja pertence ao Senhor ressuscitado, que reina soberanamente e conduz a história segundo a Sua perfeita vontade.
Vivemos dias marcados por crises, instabilidade e incertezas. Muitas vezes somos tentados a acreditar que tudo está fora de controle. Contudo, a Palavra de Deus nos lembra que o trono do universo continua ocupado. Cristo permanece reinando, sustentando todas as coisas pelo Seu poder e conduzindo a Sua Igreja com perfeita sabedoria.
Por isso, nossa esperança não está nas circunstâncias, nos governantes, na economia ou na força humana. Nossa confiança está naquele que possui toda autoridade no céu e na terra. Quem se submete ao governo de Cristo encontra segurança para enfrentar o presente e esperança para caminhar em direção ao futuro.
Que essa verdade fortaleça o nosso coração. O Senhor continua no controle de todas as coisas. Nada escapa ao seu domínio, nada surpreende a sua sabedoria e nada pode frustrar os seus propósitos. Descansemos sob a autoridade d’Aquele que reina para sempre e entreguemos a Ele toda honra, toda glória e todo poder. AMÉM!